Rômulo Costa - dono da famosa produtora e gravadora Furacão 2000 - e a mulher, Priscila Nocetti, mostraram ao EGO um pouco da intimidade do casal número um do funk carioca. Apesar de comandarem o estilo que já faz parte da cultura da Cidade Maravilhosa, os dois, que são pais de Yasmin, de 6 anos, garantem que levam uma vida simples, sem ostentações, na casa onde moram, no Rio de Janeiro.
"Acho que essa coisa de querer ostentar é natural do ser humano, eu me lembro que a primeira coisa que comprei na minha vida foi um celular e um carro. Eu não uso relógio, cordão, nem carteira. Antigamente não se falava em comprar uma casa, os funkeiros queriam ouro, carro, mas agora estão amadurecendo e quando ostentam não querem diminuir ninguém, apenas gostam de mostrar que melhoraram de vida, é sem maldade", garante Rômulo. O empresário diz ainda que ele e a mulher fazem questão de estarem presentes na vida da filha: "Adoro levar a minha filha na escola. Eu e a Priscila dividimos as tarefas de casa, fazemos questão de ficar sempre com a Yasmin quando podemos."
Se dividindo entre a câmara dos vereadores de Niterói, no Rio, e a carreira artística - apresentando o programa "Furacão 2000" - , a morena de 33 anos é formada em Direito e pós-graduada em Criminologia, Direito penal e Processo penal. Mesmo com esse currículo, Priscila diz que teve que ralar muito para provar que não era apenas um corpo bonito, tanto no funk, quanto na política.
"Sempre sofri preconceito por ser bonita. Uma vez na faculdade de direito, um professor começou a criticar o programa de funk que viu na TV, eu não aguentei e falei: 'Professor, você prestou tanta atenção no programa e não reparou que a sua aluna é a apresentadora? A pessoa porque é bonita tem que ser burra? E para ser inteligente tem que ser feia?'. Quando eu ia aos bailes também era assim, queriam que eu fizesse fotos mostrando corpo e eu nunca quis, não é algo que eu busco e não vou fazer. E na politica é pior ainda, a mulher já não é muito respeitada, eu tive que brigar muito, colocar muito dedo na cara de homem, mas eu gosto de ser desafiada, a vitória é mais gostosa", afirma ela.
Mesmo com o progresso do funk, o empresário acredita que ainda existe muito preconceito em torno do gênero. O todo-poderoso comenta casos de artistas como Anitta e Naldo, que após conseguirem alcançar o sucesso, tiraram o "MC" do nome artístico: "A Furacão 2000 é uma fábrica de descobrir talentos, o funk pega pessoas comuns e incentiva elas a gravar, falar sobre o cotidiano da comunidade. Mas infelizmente, por mais que falem que o preconceito tenha acabado, não acabou. Quando eles fazem isso, de tirar o 'MC', alimentam o preconceito, é uma espécie de preconceito deles mesmos e acho que a derrota deles acontece quando eles se afastam da comunidade."
O empresário diz que a apresentadora tem personalidade forte e segue a linha dura com ele: "Eu sou ciumento, afinal, lá na câmara são 21 vereadores homens e ela de mulher né? Tenho que tomar conta. Mas ela é mais ciumenta do que eu, quando saio sozinho ela não dorme, fica me esperando acordada, me ligando..."
Priscila tenta se explicar e diz que a concorrência está grande: "Hoje em dias as mulheres estão terríveis e elas jogam baixo, mas eu sou mais ciumenta mesmo, principalmente quando vamos ao baile. Eu logo falo: 'Rômulo, olha para a frente’ (risos). Eu nem quero ir mais em camarote, a noite hoje em dia está terrível, a mulherada pega pesado."
Sobre o relacionamento do filho, Jonathan Costa, com a atriz Antônia Fontenelle, 19 anos mais velha, Rômulo prefere não se estender muito e faz apenas um comentário, curto e direto: "Ele é maior de idade, sabe o que faz".
A apresentadora faz coro ao marido e diz que este tipo de atitude alimenta o preconceito: "Eles usam o funk até quando precisam e depois, quando não precisam mais, tiram o 'MC' do nome."





